Quando a morte leva alguém que eu admiro

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Mesmo tendo a convicção de que a vida é um ciclo constituído por sequências de nascer, morrer e renascer, sempre que a etapa do morrer se faz presente de forma absolutamente inesperada eu me pego refletindo sobre as mensagens que posso captar com essa passagem. É assim que, nesta semana, volta e meia me vem à mente alguma questão sobre estar ou não na jornada certa e estar ou não cumprindo o que me propus a cumprir. É o que a vida na matéria nos pede, eu acredito.

Essas reflexões surgem porque a morte sempre pode chegar cedo. Mais cedo do que nossa ideia de estarmos preparados para ela nos faz imaginar. Em 10/11 passado troquei minha última mensagem com Dulce, via Messenger. Ela contou que estava no Marrocos e com acesso ruim à internet. A gente se falaria quando ela voltasse. Não nos falamos… e em 06/02, então, eu soube que não mais nos falaremos. Ao menos não da forma como eu havia previsto, planejado até. Mais um plano não executado.

Assim, não tive como não refletir a respeito de que seja lá o que for que eu entendo por vida, aqui, na matéria, a vida é mesmo somente agora. Só pode ser agora! Esta é a mensagem que recebo, mais uma vez, de Dulce, dentre tantas que recebi, apesar de tê-la visto pessoalmente pouquíssimas vezes. E foram todas mais que suficientes para perceber sua intensa luminosidade, em cada momento.

Ficarão para sempre as imagens que retive dela na primeira vez que a vi, quando subiu no palco durante o VII Congresso de Psicologia Transpessoal, em 2010 na cidade de Águas de Lindoia. Ela declamava Eros e Psiqué, de Fernando Pessoa.

Poderia ser minha paixão prévia por esse autor e por esse texto o motivo que gravaria para sempre esse momento em minha mente. Poderia, mas não era. Era a Luz de Dulce! Luz que por aqui continuará brilhando em muitos corações e em muitas vidas que ela tocou. Não foram poucas. A minha é só mais uma.

Gratidão, Dulce! Sim, “está tudo certo”!

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